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Postado em 26 de Abril de 2019 às 10h16

Fale com o Especialista - Como funciona o manejo na maternidade de suínos?

Fale com o especialista (2)

Pergunta da leitora Amanda Oltramari, Marau (RS)

Na maternidade a prioridade é o atendimento às necessidades das matrizes e de seus leitões. Matrizes gestantes deverão ser transferidas higienizadas para a maternidade com antecipação a data prevista do parto para sua adaptação, estando as salas previamente limpas e desinfetadas.
A duração do parto normal é em média de 6 horas, sendo fundamental que o mesmo seja acompanhado. Logo após o nascimento recomenda-se o corte e desinfecção do cordão umbilical dos leitões, enxugá-los com pó secante e orientá-los à ingestão do colostro. A uniformização de leitegadas deve ser feita ainda no primeiro dia de vida entre 12 e 24 horas pós-parto. A ração para matriz vai sendo incrementada ao longo dos dias, sendo importante o adequado consumo para que a mesma tenha a capacidade de produzir leite para atender toda a leitegada. No terceiro dia de vida, é realizada a aplicação de ferro dextrano e geralmente também de coccidiostático. Também pode ser feito o desbaste da cauda, castração cirúrgica e desgaste dos dentes. Normalmente no sétimo dia se inicia o fornecimento de ração aos leitões.
É essencial disponibilizar aos leitões ambiente com temperatura em torno de 32°C.
Protocolos vacinais variam entre granjas, sendo que atualmente as principais vacinas utilizadas em leitões são contra Circovírus suíno e Mycoplasma hyopneumoniae. Aos 14 dias de lactação, é realizada vacinação nas matrizes contra parvovirose, leptospirose e erisipela. E por fim, o desmame, ocorre em média entre os 21 e 28 dias de idade dos leitões.

Qual a doença mais comum que acomete suínos de produção e como preveni-la?

Pergunta da leitora  Mariana dos Santos Ribeiro, Passo Fundo (RS)

Não é possível definir uma única doença, mas é possível dizer que os principais alvos de enfermidades são o trato digestivo e respiratório dos suínos. E. coli tem grande prevalência, uma vez que está presente como habitante natural do intestino. Na parte respiratória fala-se hoje em um complexo respiratório suíno, onde temos como agente primário o Mycoplasma hyopneumoniae. Como agentes oportunistas podemos citar Pasteurella multocida, Haemophilus parasuis eStreptococcus suis.

A prevenção se baseia principalmente nos aspectos ligados à qualidade dos alimentos e ao manejo:
- Respeitar a lotação das instalações;
- Limpeza, desinfecção e vazio sanitário;
- Garantir ambiente adequado (ventilação, gases);
- Evitar a mistura de animais de diferentes origens;
- Minimizar ao máximo os fatores causadores de estresse;
- Definir protocolo correto de vacinas como forma preventiva;
- Disponibilizar adequada quantidade e acesso a alimento e água; e
- Usar adequadamente antimicrobianos e aditivos naturais (uso indiscriminado de antimicrobianos destrói a microbiota e altera imunidade)

Especialista Gilmara Adada
Médica Veterinária formada na Universidade do Estado de SC - UDESC em 2008


Assistente técnica comercial Suínos, SC - Vetanco 
gilmara@vetanco.com.br

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