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Postado em 28 de Março de 2019 às 09h00

Ordenha robotizada reduz mão de obra na produção leiteira

Bovinocultura (48)

O processo de ordenha tem se modernizado nos últimos anos. O que antigamente era um trabalho totalmente manual vem se automatizado. Uma das novidades tecnológicas é a ordenha robótica que, atualmente, está presente em cerca de 150 propriedades brasileiras, a maioria localizada no Sul do País. Para explanar sobre o que mudou em sua propriedade com o uso da automatização o produtor rural Tiago Michelon, da Granja Michelon, de Vespasiano Correa (RS), palestrará no Interleite Sul 2019, programado para os dias 08 e 09 no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó.


Considerado o mais qualificado e respeitado seminário técnico e mercadológico do setor, no Brasil, o evento apresentará as principais mudanças que estão ocorrendo na cadeia do leite, as tecnologias no campo e a aproximação entre indústrias e produtores. Com relação a ordenha robótica, o CEO da Agripoint, empresa que organiza o Interleite Sul 2019, Marcelo Pereira de Carvalho, explica que cada robô tem capacidade para ordenhar entre 65 e 70 vacas. Por meio de um sensor, o robô identifica o animal e, inclusive, constatando há quanto tempo está sem ordenhar, e informa via mensagem no celular o produtor. Além disso, faz a ordenha de maneira robotizada medindo volume do leite.


“O produtor passa a ser muito mais um gestor da informação do que propriamente um trabalhador que faz o serviço braçal”, destaca. Carvalho alerta que essa é uma tecnologia que tem que ser implantada com cuidado, por se tratar de um equipamento com elevado valor agregado e necessita que o rebanho tenha um bom nível de manejo para que se obtenha o resultado desejado, seja redução de custos de mão de obra, qualidade de vida aos produtores ou aumento da produção.


A automatização e a robotização não são soluções para todos. “O maior erro que o produtor pode cometer é incorporar uma tecnologia achando que ela solucionará problemas básicos, quando na verdade uma tecnologia de ponta como a ordenha robotizada é a ‘cereja do bolo’ depois que o restante estiver controlado com domínio total da propriedade em questão de manejo, nutrição, genética e sanidade. A tecnologia contribui quando aplicada corretamente de acordo com a realidade de cada propriedade rural”, complementa o CEO.


PERFIL DO SUL


A pecuária leiteira no Sul do País é caracterizada, em sua maioria, pela mão de obra familiar em pequenas propriedades e com alto valor de mercado. O Sul cresceu a uma média de 6,0% ao ano (quase 3 vezes mais do que o restante do Brasil) e foi responsável por quase 52% do acréscimo da produção do País, entre 2000 e 2017. “A região tem uma pecuária que aplica bons insumos e genética e passa por constantes transformações tecnológicas que contribuem para uma alta produção de qualidade”, observa o CEO da Agripoint.


AMPLA PROGRAMAÇÃO

Os temas Economia e Mercado; Estratégias de Negócio para Viabilizar o Produtor de Leite Familiar; Obtendo o Máximo da Produção de Silagem; Otimizando o Investimento na Propriedade Leiteira Para Ganhar Dinheiro; Conforto e Bem-Estar Animal e Um Olhar Sobre o Novo serão abordados em painéis temáticos.

A programação completa está disponível no site do Interleite Sul e para a inscrição basta acessar http://www.interleite.com.br/sul/. O segundo lote de inscrições já foi aberto e é válido até o dia 20 de abril e estabelece preço exclusivo com 20% de desconto: estudantes pagam 200 reais e profissionais, 312 reais.

Foto Cesar Machado/Agrostock

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