-
Postado em 12 de Fevereiro às 08h24

Renda em alta estimula agroeconomia catarinense em 2020

Opinião (33)

Apesar da seca que arrasou lavouras em algumas regiões catarinenses (especialmente a área de Campos Novos), a previsão de produtividade elevada e de bons preços para as principais comodities garante aumento do movimento econômico do setor primário catarinense em 2020. A previsão é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC).

Se o clima não atrapalhar e não houver nenhuma surpresa no cenário internacional, a agricultura catarinense terá um ano de excelentes resultados, prevê o vice-presidente Enori Barbieri.

O milho registra movimento de alta iniciado no segundo semestre do ano passado e já está sendo comercializado a 46 reais a saca, preço praticado ao produtor rural. Nas principais regiões produtoras, como Xanxerê, Campo Erê, Abelardo Luz e Planalto Norte, a produtividade chega atingir 250 sacas por hectare, o que representa 15 toneladas/há e a certeza de excelentes ganhos.

A valorização em relação ao ano passado é superior a 35%, aumentando os custos de produção para as agroindústrias de processamento de carne e para os criadores de aves e suínos. "É situação de duas faces: ao mesmo tempo em que o plantador tem aumento de ganhos, os criadores tem aumento de custo", expõe o dirigente.

Santa Catarina – em razão de sua grande deficiência de milho – importará cerca de 4,5 milhões de toneladas.

Os preços também são bons para soja e feijão. A soja já está cotada a 80 reais a saca e, o feijão, a 160 reais. Santa Catarina planta 670 mil hectares de soja para colher 2,4 milhões de toneladas. Também cultiva 63 mil hectares de feijão para obter 104 mil toneladas.

A agricultura catarinense vai gerar muita renda em 2020. Somente o milho injetará diretamente cerca de 2,3 bilhões de reais na economia, a soja mais 3,2 bilhões e o feijão 280 milhões de reais.

Barbieri acredita que o avanço do coronavírus pode impactar alguns setores exportacionistas que tem a China como principal mercado, mas não atrapalhará o agronegócio brasileiro que continuará e ampliará as vendas de alimentos para o gigante asiático.

 

Com informações MB Comunicação

Veja também

ACAV prevê cenário positivo para a avicultura brasileira em 202009/01 O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) José Antônio Ribas Júnior aposta que o Brasil vai liderar o agronegócio mundial. O ano recém-encerrado foi bom para o setor em razão, principalmente, das gigantescas compras de carnes feitas pela China. Esse quadro vai permanecer em 2020, mas adverte que "é uma situação......
Educação, renda e êxodo rural02/03 O êxodo rural é um fenômeno provocado por causas múltiplas que, associadas, produzem um efeito sociológico medido pela migração das pessoas do meio rural para as zonas urbanas. Entre as causas mais recorrentes......
A agroindústria e a produção de qualidade20/07 A agroindústria brasileira, ao longo de mais de 60 anos, vem desenvolvendo um produto de alta qualidade no mercado mundial, e assim é reconhecida. Os pioneiros do agronegócio na produção nacional de aves e suínos......

Voltar para EDITORIAS