-
Postado em 04 de Junho de 2019 às 22h25

Ministra espera que China avalie nos próximos dias a documentação enviada pelo Brasil

Mercado (146)

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta terça-feira(4) que espera que nos próximos dias a China avalie a documentação enviada pelo Brasil sobre as exportações de carne para o país asiático. Segundo a ministra, a detecção da ocorrência mostra a eficiência do serviço de inspeção brasileiro.

Isso é uma coisa comum e mostra que o serviço de inspeção brasileiro está funcionando. No ano passado, mais de 20 países tiveram uma ocorrência como essa, atípica, não é contagiosa, não tem perigo para ninguém, é uma coisa normal. Isso mostra transparência e governança do serviço de inspeção, disse.

Na segunda-feira (03), o Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários para a China até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) detectado em Mato Grosso.

A ministra também lembrou que a OIE abriu o processo na última sexta-feira (31) e já encerrou na segunda-feira (3), sem pedidos complementares, o que mostra que não há risco sanitário e que as exportações de carne bovina podem continuar normalmente para os demais países.

Enfim, é uma coisa absolutamente normal, estamos esperando a China nos próximos dias nos pedir para tirar a suspensão. Foi uma suspensão feita pelo Brasil?, destacou, lembrando que o Ministério da Agricultura foi elogiado pela rapidez com que entregou todas as informações pertinentes.

Tereza Cristina avalia que o fato não prejudica o comércio com o país asiático, e lembra que o a China é o único país que exige suspensão temporária quando detectado caso atípico de EEB. Por isso vamos conversar no futuro sobre um novo protocolo.

Caso

Na última sexta-feira, a Secretaria de Defesa confirmou a ocorrência, no Mato Grosso, de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Essa doença ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.

A doença foi constatada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população.

Após a confirmação, o Brasil notificou oficialmente à OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais. Na segunda-feira, a OIE determinou o encerramento do caso sem alteração do status sanitário brasileiro, que segue como risco insignificante para a doença.

Texto: Ministério da Agricultura e Pecuária

Veja também

Segurado especial terá novas regras para comprovar atividade rural15/03/19 A partir da próxima quarta-feira (20), os trabalhadores rurais interessados em se aposentar não precisarão mais recorrer aos sindicatos para obter a declaração de atividade rural, documento necessário para dar entrada no pedido. Eles agora poderão se dirigir diretamente às agências do INSS, onde preencherão uma autodeclaração de......
PIB do agronegócio cresce 0,53% no primeiro semestre23/09/19 O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 0,53% no primeiro semestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e......

Voltar para EDITORIAS