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Postado em 07 de Fevereiro de 2020 às 08h44

Secretaria da Agricultura monitora os efeitos da estiagem em Santa Catarina

Estiagem já traz impactos para as lavouras de Santa Catarina. Nesta segunda-feira (03), a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) reuniram lideranças do setor produtivo e técnico para apresentar a situação atual da estiagem no estado e a previsão para os próximos dias.

"Estamos monitorando a situação meteorológica, hidrológica e também as safras em Santa Catarina. Queremos compartilhar as informações com os produtores rurais e lideranças do setor para que possamos tomar decisões mais acertadas e também nos prepararmos para as consequências da estiagem. Precisamos transformar a informação em ação para apoiar os agricultores catarinenses", ressalta o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

A situação mais crítica está nas regiões de Lages e Campos Novos, principalmente no cultivo de milho primeira safra. Segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) as perdas podem chegar a 8% da safra estadual do grão, representando 2,54 milhões de toneladas. Outras culturas também sentem a falta de chuvas, porém com impactos menores. É o caso da soja em que as perdas no estado podem chegar a 4,2% e do feijão primeira safra com perda estimada em 3,2%.

Estiagem em Santa Catarina

Segundo a meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram), Marilene de Lima, desde maio de 2019 Santa Catarina vem passando por períodos de estiagem, com épocas de mais e menos chuva. Em janeiro, o estado contou com chuvas pontuais e abaixo do esperado, porém no final do mês o cenário mudou completamente e o volume total do mês acabou ficando próximo ao esperado para a época do ano. No Extremo Oeste, por exemplo, os volumes de chuva foram acima do que normalmente é observado nesse período.

Até o momento, a preocupação maior é com as regiões de Campos Novos e Campos de Lages. "Em fevereiro tivemos chuvas pontuais, mas os modelos atmosféricos ainda indicam um mês com escassez de chuva. Nós esperamos um mês com chuvas de verão frequentes e mal distribuídas. As áreas mais críticas são as áreas próximas ao Rio Grande do Sul que estão com faltas de chuvas e podem continuar sofrendo durante o mês de fevereiro", destaca Marilene de Lima.

Boas práticas de produção

Em tempos de pouca chuva, o produtor rural pode adotar algumas práticas para minimizar os impactos e garantir uma boa safra. A recomendação é de que os agricultores não deixem de fazer um bom seguro agrícola e que procurem fazer o escalonamento de plantio de sua safra, a fim de minimizar possíveis prejuízos caso a estiagem persista.

O investimento na construção de cisternas ou sistemas de irrigação também traz mais segurança para os produtores nos tempos de estiagem.

 

Com informações MB Comunicação

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